Reconhecer-se no curso Experiência

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Qual é a razão da importância de reconhecer a sua subjetividade?

A subjetividade não é inata, mas construída pouco a pouco, durante a vida toda, no interior de um tempo e de um espaço, numa cultura. Sendo assim estaremos falando sobre a forma de sentir e criar vida, que influenciam nosso mundo interno: ideias, significados e a forma que nos conectamos ao mundo externo


Se a vida tivesse uma receita, qual seria a sua?

1.

Uma pitada de....

2.

3 xícaras de…

3.

Litros de letramento da sua subjetividade...

4.

Paciência a gosto!

5.

Sera que é possível ter uma receita?



Alguns autores que embasam teoricamente o curso são fundamentais para compreender os conceitos e as práticas abordadas. Eles fornecem uma base sólida de conhecimento, contribuindo significativamente para a fundamentação das discussões e das atividades realizadas ao longo do curso.



  • Melanie Klen

    Simone de Beauvoir
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    Simone de Beauvoir

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    Deleuze e Guattari

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    Baruch de Spinoza

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    Sigmund freud

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Construindo experiências criativas.

O que começa na sua imaginação ganha vida e abre um universo de possibilidades.

1. Freud: funcionamento psíquico como economia de energia e conflito pulsional

 

Freud imaginava a psique humana como um sistema de energia: cada pessoa é movida, segundo ele, por uma quantidade de energia psíquica. Essa energia provém das pulsões, que são forças internas ligadas ao corpo. Segundo o autor, o ser humano possui duas pulsões inatas: a pulsão de vida (Eros) e a pulsão de morte. A energia gerada pelas pulsões não é liberada de maneira direta; ela circula e se transforma dentro do aparelho psíquico, produzindo sonhos, sintomas, ações e até patologias. A mente funciona, portanto, como uma economia: conflitos entre desejos e proibições geram tensão, e o psiquismo busca formas de descarga ou sublimação dessa energia.

 

2. Lacan: funcionamento psíquico como estrutura da linguagem e da falta

 

Lacan retoma a teoria freudiana, mas afirma que o funcionamento da psique é estruturado como uma linguagem. Para ele, o sujeito do inconsciente não é uma essência interior, mas uma construção dividida entre três registros: o Imaginário (as imagens e identificações que formam o “eu”), o Simbólico (a linguagem, as leis e os significantes que moldam o desejo) e o Real (o que escapa à simbolização, o indizível). O sujeito é constituído a partir de uma perda — ele se forma ao entrar na linguagem, onde algo sempre lhe falta. O inconsciente, nesse sentido, é o discurso do Outro, e o sofrimento aparece como resposta aos impasses entre o desejo, a lei e o que não pode ser simbolizado.

 

3. Esquizoanálise: funcionamento psíquico como produção de realidade e desejo

 

Já a esquizoanálise, proposta por Deleuze e Guattari, rompe com a ideia de que o funcionamento psíquico se baseia em estruturas internas ou conflitos edipianos. Para esses autores, a psique funciona como uma máquina produtiva: produz conexões, afetos e modos de existência em meio a forças sociais, históricas e corporais. Não existe um “centro psíquico” nem uma estrutura universal, mas sim agenciamentos múltiplos que compõem a subjetividade em cada momento. O desejo, aqui, não nasce da falta, mas da potência criadora. O sofrimento aparece quando esses agenciamentos se tornam rígidos demais, aprisionando o desejo em normas, identidades fixas ou ideais de normalidade. A subjetividade, portanto, não é algo que se interpreta — é algo que se produz.


O convite é diminuir a quantidade de estímulos advindos do externo no tempo contemporâneo, onde as redes sociais nos atravessam incessantemente por vídeos, áudios e falas de forma aleatória, onde na maioria das vezes estamos fora da nossa presença. A intenção deste curso e mesclar os estímulos através da escrita terapêutica, áudio, músicas, filmes na proporção correta com proposito da estética.


Sobre as semanas


Não se trata de etapas de melhoria pessoal, mas de passagens de experiência.

Sinta-se

Na primeira semana, nos dedicaremos à percepção do corpo, das sensações e da mente. A proposta será simples e profunda: criar um espaço para sentir-se, para que, a partir daí, seja possível dizer-se.

Reconheça-se

Na segunda semana, a intenção é buscar e criar uma intimidade com o mundo interno. Temos dois movimentos primordiais:


O mundo interno, que diz respeito a como sentimos, interpretamos e significamos a vida.


O mundo externo, que corresponde à forma como compartilhamos e expressamos o nosso mundo interno em relação ao meio.

Compreenda

Na terceira semana a proposta será compreender de uma forma mais ampla os mundos internos compartilhados de forma coletiva. Podemos dizer que vamos explorar as sociedades e culturas.

Integrar-se

Nessa semana, a proposta é integrar tudo aquilo que se sentiu, reconheceu e conheceu, para desvelar a sua maneira singular e subjetiva de criar a vida.

Após as quatro passagens, começa a análise.

As respostas das lições tornam-se material clínico para ser interpretado junto com o analista.


Esse tempo não é linear nem previsível... cada pessoa tem o seu ritmo.


O percurso de quatro movimentos não se encerra em si mesmo.


O que se abre, a partir daqui, é um processo analítico, sustentado no tempo singular de cada um.


Não é possível determinar quanto tempo levará, porque o tempo da análise não é cronológico nem linear.


Chamamos este percurso de um Dispositivo Clínico-Estético de Subjetivação, onde o que importa não é “chegar a um resultado”, mas habitar a experiência de sentir, reconhecer, compreender e integrar...em movimento contínuo.



A dor fala!

A pulsão, pulsa... incessantemente, é também o princípio de prazer.


ID

Ego faz a intermediação entre o seu mundo interno e o externo, ele é também o princípio de realidade.


EGO

Super Ego é a instância que contém tudo que herdamos da cultura familiar e de forma geral, leis, normas, convenções sociais.



SUPER EGO

Desenvolvimento profissional

Meu nome é Cristiane, e estou psicanalista e envolvida com filosofias, estudo da cultura e desenvolvimento humano nos últimos 15 anos

  - Curiosa da mente humana em seus desafios e potenciais.

  - Escutadora de alma.

  - Intrigada com os encontros humanos.

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